24 Julho 2017
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Monitorização da Implementação de um recife artificial no Porto Santo Versão para impressão Enviar por E-mail
04 Um ano após o afundamento da Corveta NRP Pereira D’Eça (CORDECA) realizou-se mais uma campanha de monitorização subaquática na ilha do Porto Santo.

 Decorreu entre os dias 24 de junho e 2 de julho de 2017 na ilha do Porto Santo uma campanha de mar levada a cabo por 6 investigadores de instituições científicas da Região Autónoma da Madeira (CIIMAR-Madeira, Observatório Oceânico da Madeira, Câmara Municipal do Funchal - Estação de Biologia Marinha e Universidade da Madeira) com o objetivo de dar seguimento ao programa de monitorização da Corveta NRP Pereira D’Eça.

A Corveta Pereira D’Eça foi afundada no dia 13/07/2016 na costa sul do Porto Santo, com o intuito de fomentar o turismo subaquático na ilha e aumentar a biodiversidade naquele local.

Esta missão científica ao Porto Santo, resultou duma parceria entre o CIIMAR-Madeira, o Município do Funchal (através da sua Estação de Biologia Marinha e do Museu de História Natural), a Universidade da Madeira, o Observatório Oceânico da Madeira (OOM) e o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN - IP RAM), tendo sido efectuados 64 mergulhos em 6 locais distintos, num total de mais de 22 horas de trabalho subaquático a profundidades entre os 10 e os 34 m.

O trabalho dos investigadores incluiu avaliação da ictiofauna, macrofauna e macroflora. De igual modo, foram recolhidas amostras de sedimento para avaliar a meiofauna, a granulometria e o conteúdo de matéria orgânica no sedimento. Foram também recolhidas amostras de água para determinação de nutrientes ao que se somaram arrastos para recolha de plâncton e a utilização de uma sonda para determinação de determinados parâmetros físico-químicos da água do mar. Após o trabalho no mar, foi necessário conservar e identificar todas as amostras, descarregar e catalogar as imagens recolhidas e registar cuidadosamente todas as observações, num trabalho que, frequentemente, se prolongava pela noite dentro.

Um ano após o afundamento da CORDECA e da criação deste recife artificial (RA), os investigadores observaram no RA, uma abundância significativa de algumas espécies de peixes, nomeadamente bogas, charuteiros e pargos, bem como o substrato já consideravelmente colonizado por algas, esponjas, briozoários entre outros grupos.

Para o sucesso desta campanha, em muito contribuíram não só as competências da única equipa com certificação de mergulho científico na RAM (Ciimar-Madeira e EBMF/MMF), mas também o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, através do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, com o suporte logístico no Porto Santo e a disponibilização de todos os meios necessários para a realização da campanha. Importante também referir a preciosa colaboração do centro de mergulho Porto Santo-Sub, que nos “emprestou” garrafas de mergulho e as suas instalações para alocação do nosso equipamento.

A primeira fase do estudo terminou sábado (01/07/2016) e deverá continuar nos próximos 3 anos, durante os quais serão avaliados os impactos da criação deste recife artificial.

 

Galeria de Fotos

 

 

 

 

(Fotos de: Pedro Neves /Centro de Mergulho Científico do Ciimar-Madeira; Texto de: Pedro Neves, Cláudia Ribeiro /Ciimar-Madeira e Luísa Costa /DCRN)

 
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