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Foi recentemente adquirido na Praça de Peixe do Mercado dos Lavradores um exemplar de tubarão-rato, espécie que não constava das coleções do Museu de História Natural do Funchal. |
O tubarão-rato-de-olho-grande, Alopias superciliosus Lowe, 1841 é uma espécie de tubarão migrador oceânico que habita as águas superficiais das zonas temperadas e tropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Pode atingir mais de 4 metros de comprimento, sendo comum com 2,5 a 3 m. O seu nome deriva da cauda, que é extremamente comprida (por isso também chamado tubarão-raposa) e do tamanho dos olhos. Embora haja relatos, não confirmados, de ataques a embarcações, é considerado inofensivo para o homem, em parte porque ocorre normalmente longe das costas.
Esta espécie foi descrita, pela primeira vez como nova para a ciência, por Richard Thomas Lowe (1802-1874), com base num exemplar apanhado na Madeira em 1840.
Embora a sua carne não seja particularmente apreciada, é uma espécie cobiçada pelas frotas de pesca orientais para obtenção das suas barbatanas, utilizadas na famigerada sopa de barbatana de tubarão. Tratando-se de uma espécie que habita as camadas superficiais do mar (epi-pelágica), é bastante pescada pelos espinhéis derivantes utilizados pelas frotas coreana e japonesa para a pesca do atum e do espadarte. As suas capturas têm sido de tal modo elevadas que a espécie está incluída no Livro Vermelho da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), com o estatuto de Vulnerável. Está também incluída no Anexo I (espécies altamente migradoras) da Convenção do Direito do Mar e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) considera que os seus stocks têm sido severamente reduzidos, ilustrando a natureza não sustentável da atual exploração dos recursos do alto-mar.
O exemplar agora adquirido para o Museu de História Natural, media cerca de 1,9 m de comprimento total e foi pescado ao largo da Madeira por pescadores madeirenses. É o primeiro exemplar intacto desta espécie a dar entrada na coleção de peixes do Museu.
Galeria de Fotos
(Fotos de: Manuel Biscoito /DCI)
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