28 Junho 2017
pt | en Contactos | Mapa do Site
Página Inicial > Concelho do Funchal > Turismo
Turismo Versão para impressão Enviar por E-mail

Ao longo do século XIX a Madeira e, sobretudo, o Funchal tornaram-se um dos mitos românticos Europeus, com a passagem, por esta Ilha, de nomes como: o da Imperatriz viúva do Brasil e da sua filha, a princesa Maria Amélia, do futuro Imperador do México e da sua mulher, a princesa Carlota da Bélgica, assim como de intelectuais, estrangeiros e nacionais, que enalteceram esta Ilha, tais como: Castilho, Júlio Diniz (que escreveu na Madeira as “Pupilas do Sr. Reitor), Antero de Quental, Bulhão Pato, Afonso Lopes Vieira, António Nobre e Olave Bilac, um dos mais ilustres escritores e poetas brasileiros, entre outros.

 
Imperador Carlos I da Áustria
Imperador Carlos I da Áustria Imperador Carlos I da Áustria

 

A ilha e, principalmente, a suave encosta do Funchal ganham foros de estância turística terapêutica e a cidade passa a ser incluída, quase obrigatoriamente, nos roteiros do Turismo Internacional. É a era do “Turismo Terapêutico”. A Madeira beneficiou da conjuntura europeia, de inícios do séc. XIX. As guerras liberais europeias bloquearam as vias de acesso às estâncias de cura do Sul da Itália e da França, desviando para a Madeira fluxo marítimo destinado a tais áreas. Em 1925, “Os 12 hotéis existentes no Funchal não alojam mais de 800 pessoas”.
O Funchal possuía, ainda, desde a época colonial até aos nossos dias, outro tipo de alojamento, de carácter particular e mesmo familiar - As Quintas, propriedade de madeirenses e comerciantes estrangeiros, principalmente ingleses, fixados na Ilha.
As quintas, ao serviço do turismo na área do Funchal, até os anos 30, são substancialmente superiores ao número de hotéis existentes.
Os finais do século XIX e os inícios do século XX marcam a reformulação internacional dos transportes marítimos e aéreos.
Com a criação das novas instalações no porto do Funchal e, mais tarde, a criação do aeroporto de Santa Catarina, o Funchal passa a centro turismo internacional, dotado de um importante parque hoteleiro. Até 1930, o fluxo turístico, é constituído por aristocratas, homens da alta finanças e figuras públicas de destaque, como o Príncipe de Gales e Churchill, incluindo ainda, resíduos da corrente terapêutica.
Durante a Segunda Guerra, a Ilha é utilizada como porto de passagem, pelos transatlânticos, e visitada, principalmente, por ingleses e alemães abastados, que fugiam da violência mundial. A partir de 1935, como consequência da política social nazista: “Kraft Durch Frende”, a Força pela Alegria, a Madeira é visitada por outro tipo de turista - turistas alemães que faziam escala no porto do Funchal.
A organização “Kraft Durch Frende”, a Força pela Alegria, filiada no partido nacional-socialista, tinha, por objectivo, proporcionar aos operários alemães actividades desportivas e culturais, organizando, para tal, viagens, em paquetes da marinha mercante alemã. O escasso movimento marítimo, durante a segunda Guerra Mundial, e, uma ruptura nos fluxos turísticos no Porto do Funchal, entre 1940 e 1945, levaram ao encerramento de quase todos hotéis do Funchal, incluindo os do Monte e, consequentemente, em 1943, a linha do caminho-de-ferro, uma vez que já não se justificava a sua manutenção.

Comboio do Monte
Comboio do Monte
Após a guerra, os pequenos hotéis mudaram de categoria e adaptaram-se a pensões, enquanto as quintas, então ao serviço do turismo, desapareceram, surgindo em seu lugar grandes hotéis. Em 1949,1960 e 1964, devido às comunicações aéreas, uma nova época desponta para o Turismo na Madeira. Com os voos domésticos, internacionais e “Charters”, a Ilha abre-se para o mundo moderno, absorvendo largas camadas de turistas.

As décadas de 60 e 70 foram de grande desenvolvimento para o turismo, na Madeira, com a construção de Hotéis e Pensões de várias categorias.
Hoje o visitante poderá escolher o requinte da já centenária hotelaria tradicional, ou optar pelas mais recentes soluções de alojamento, unidades de menores dimensões, que permitem um mais estreito contacto com a população.
O Concelho do Funchal conta, actualmente, com 19.357 camas.
Em todos os estabelecimentos hoteleiros a hospitalidade, o atendimento personalizado, o bom gosto e a qualidade são características dominantes. O número de Hotéis de 5 estrelas é relevante, e a qualidade continua a ser a grande aposta da Hotelaria da Madeira.
A Zona Hoteleira abrange todo o litoral sul, principalmente, a parte oeste da Cidade do Funchal.
A Madeira, neste caso, o Concelho do Funchal, concentra uma quantidade, significativa, de atracções de natureza lúdica, cultural e desportiva, para além de excelentes condições para o Turismo de Incentivos e Congressos. 

 
Galeria
 

 




 
Mapa do Site | Sugestões | Condições de utilização | Privacidade | © 2017, Municipio do Funchal Facebook | Twitter | RSS