29 Abril 2017
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Freguesia de Santa Maria Maior Versão para impressão Enviar por E-mail

Breve Enquadramento Histórico

A freguesia de Santa Maria Maior, inicialmente conhecida por Santa Maria do Calhau, foi instituída pelos primeiros povoadores da capitania do Funchal e, embora sem instituição oficial e canónica, já era uma realidade entre 1425 e 1430.

Os primeiros povoadores chegaram à baía do Funchal, entre 1420 e 1425, com um padre franciscano, um dos três encontrados no Porto Santo que havia naufragado a caminho das Canárias. Essa pequena população teve logo necessidade de acompanhamento religioso, pelo que se deve ter organizado em freguesia. Entretanto, a Ordem de Cristo, ciosa dos seus privilégios espirituais nas novas terras, enviou prontamente um padre em 1433, afastando assim a influência franciscana. Pensa-se que o início da construção da pequena capela de Nossa Senhora da Conceição, junto ao calhau da praia, em 1438, ficou a dever-se àquele padre.

Entretanto, João Gonçalves Zarco mandou erguer outra capela em evocação a Nossa Senhora da Conceição, onde hoje funciona o Convento de Santa Clara. Assim, a primeira capela passou a designar-se “Senhora do Calhau”.

O aumento da população do Funchal e o interesse económico real em tudo o que dissesse respeito à Madeira, dada a florescente produção açucareira, levou o rei D. Manuel a pressionar a construção de “uma igreja nova”, entre as ribeiras de Santa Luzia e de São Francisco, ou Ribeira Grande.

A construção da igreja começou em 1500 ficando concluída em 1508, ano em que as paredes foram benzidas e foi transferida a freguesia. No mesmo ano, a vila do Funchal é elevada a cidade e, em breve, a igreja grande era acabada para Sé, sede do bispado dos descobrimentos portugueses, instituído em 1514. Em 1558, dado o crescimento da cidade, a freguesia de Santa Maria Maior foi reinstalada, com os terrenos para Oriente da Ribeira de João Gomes, quase como a conhecemos hoje, dadas as dimensões da cidade de então.

A primitiva igreja de Santa Maria do Calhau acabaria por ser destruída pela aluvião de 9 de Outubro de 1803, quando pereceram cerca de 200 pessoas afogadas na parte baixa do Funchal. A Câmara do Funchal cedeu, então, a igreja camarária de Santiago Menor, padroeiro da cidade, que passou a matriz da freguesia. A transição desta para o antigo altar de Nossa Senhora da Perpétuo Socorro, de grande devoção popular, fez com que passasse a ser designada por Igreja do Socorro.

 

Mais informação sobre a Junta de Freguesia

 

 

Demografia e Habitação

 

Pop. Residente, Presente, Famílias, Alojamentos e Edifícios na Freg. de Santa M. Maior em 2001 e 2011
Grafico-SMM
Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Res. Definitivos) e 2011 (Res. Provisórios)

Em Santa Maria Maior também se registaram perdas significativas da  populaçao residente entre 2001 e 2011 (-4,4%), tendo o número de familias verficado uma tendência inversa, com aumentos na ordem dos 11%.

Variação da População Residente em Santa Maria Maior entre 2001 e 2011
SMM
Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Res. Definitivos) e 2011 (Res. Provisórios)

Paralelamente ao aumento do número de famílias, é de salientar o aumento do número de edifícios para mais 22,3% e do número de alojamentos para mais 16,5%, relativamente ao existente em 2001.

Variação da Pop. Residente, Presente, Famílias, Alojamentos e Edifícios 2001-2011 (%)
2-Quadro
Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001 (Res. Definitivos) e 2011 (Res. Provisórios)

 

 

 

 

 

 
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