29 Março 2017
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Resumo executivo Versão para impressão Enviar por E-mail

O mosquito vetor da febre da Dengue e da Febre Amarela, Aedes aegypti (Linnaeus, 1762), foi identificado pela primeira vez na Madeira em Outubro de 2005, com base em exemplares colhidos na freguesia de Santa Luzia e trazidos ao Museu de História Natural do Funchal.

Entre 2005 e 2009 a Câmara Municipal do Funchal manteve um programa de monitorização desta espécie com vista a determinar com exatidão a sua distribuição na cidade do Funchal e a sua progressão. Esse programa consistiu na instalação de armadilhas para colheita de ovos (“ovitraps”) distribuídas em diversos pontos da cidade e vistoriadas semanalmente. Paralelamente os técnicos do Museu de História Natural do Funchal procederam à prospeção de criadouros desta espécie nos diversos espaços públicos e intervieram também em muitas residências particulares e edifícios públicos situados nas freguesias de Santa Luzia, São Pedro e Sé, com vista a determinar a existência de criadouros desta espécie e a alertar as pessoas para a necessidade de os eliminar. Colaboradores da autarquia participaram também, em conjunto com colaboradores da então Direção Regional de Saúde, mais tarde Instituto da Administração da Saúde, IP-RAM, na eliminação de criadouros em diversos pontos da cidade e procederam também a operações de limpeza de sarjetas, potenciais locais de criação do mosquito.

Em 2009 a Câmara Municipal do Funchal, o IASAUDE, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais e a Universidade de La Laguna, Canárias, viram aprovado o projeto MOSQIMAC – Gestão Integrada do vetor Aedes aegypti, no âmbito do programa PCT-MAC. Neste projeto coube ao Museu de História Natural do Funchal dar continuidade ao programa de monitorização (27 armadilhas no Funchal e 18 nos outros 10 concelhos) e a proceder ao ensaio de novas armadilhas destinadas à captura de formas adultas do mosquito.

Em 2012 uma Técnica do Departamento de Educação e Promoção Social, em parceria com as Técnicas da SócioHabita Funchal, efetuaram 40 ações de sensibilização, em 27 conjuntos habitacionais do Funchal, sendo visitadas pedagogicamente 270 habitações, nas quais se procedeu à eliminação de criadouros e à sensibilização dos moradores, e feitas intervenções diretas a mais de 1500 pessoas. Foram ainda desenvolvidas ações de sensibilização, com eliminação de criadouros, em duas escolas básicas do 1º ciclo, estando programadas ações idênticas para as restantes 25 existentes no concelho.

Em Outubro de 2012 foram diagnosticados os primeiros casos de Dengue autóctone no concelho do Funchal e rapidamente a situação evoluiu para um surto da doença, estando já confirmados mais de 1000 casos.

Face ao aparecimento da doença e as suas implicações ao nível da população residente e flutuante, do Funchal e com vista a enquadrar e a aumentar a eficácia das ações já desenvolvidas pelos técnicos da autarquia e a envolver ainda mais a comunidade na luta contra este mosquito, a Câmara Municipal do Funchal, no uso das suas competências, decidiu implementar um Plano Municipal de Combate ao Mosquito Vetor de Transmissão da Dengue.

Este plano tem como objetivo contribuir para debelar o surto de Dengue no Funchal através da eliminação drástica e duradoura de focos de mosquitos, Aedes aegypti e consequentemente, conduzir à interrupção do ciclo de transmissão da doença, com o envolvimento da população residente. Geograficamente cobre toda a área urbana do Concelho.

A estratégia de intervenção é baseada na luta anti-vetorial contra a doença, através da eliminação de focos/criadouros de mosquitos Aedes aegypti, e compreende os seguintes eixos de atuação:

1 – Inventariação dos focos/criadouros do mosquito;

2 – Monitorização da atividade do mosquito com recurso a armadilhas e estabelecimento de indicadores;

3 – Combate aos criadouros nas áreas públicas;

4 – Sensibilização da população dos conjuntos habitacionais camarários;

5 – Envolvimento das Juntas de Freguesia com vista à mobilização e envolvimento direto da Comunidade;

6 – Ações de informação junto do sector turístico;

7 – Articulação com outras entidades e programas;

O plano prevê o envolvimento de:

  • 5 equipas de sensibilização (1-2 pessoas/equipa) – Departamentos Educação e Promoção Social, Ciência e SócioHabita Funchal.
  • 2 equipas de monitorização/investigação (2 pessoas/equipa) – Departamento de Ciência
  • 14 brigadas de combate (2 cantoneiros/brigada) – Departamento de Ambiente e Juntas de Freguesia.
  • 1 equipa de tratamento e análise de dados (4 pessoas) – Departamentos de Ciência e Planeamento Estratégico (Gabinete de Informação Geográfica).

O plano tem a duração de dois anos, com início em Dezembro de 2012. No final serão avaliadas as metas e os resultados atingidos, sendo decididos nessa altura os moldes da sua continuação.

 
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